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Brasil reúne 26 países em defesa de regulação dos substitutivos do leite materno.

Estima-se que o aleitamento seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nesta quinta-feira (30), durante a programação da 77ª Assembleia Mundial da Saúde, o Brasil fez uma declaração conjunta em nome de 27 países, defendendo uma resolução para regulamentar a comercialização digital de substitutivos do leite materno e sua incorporação no Código Internacional. “É poderosa a influência da comercialização de substitutivos do leite materno como uma barreira à amamentação. Estamos enfrentando um desafio emergente”, disse o secretário Carlos Gadelha, representante brasileiro no evento da Organização Mundial da Saúde (OMS).  O Brasil se posicionou favorável à pauta desde o início da assembleia. Na terça-feira (28), em agenda sobre medidas regulatórias para restringir a referida comercialização digital, o Ministério da Saúde endossou as recomendações da OMS de que os bebês sejam alimentados apenas com leite materno nos primeiros seis meses de vida. A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, reforçou que o Brasil vai apresentar a resolução. “Este será um passo fundamental para garantir o direito das crianças ao usufruto do mais elevado nível possível de nutrição e saúde”, disse. O projeto de resolução deverá ser apresentado na Assembleia Mundial da Saúde do próximo ano.  Contrariamente às recomendações da OMS, menos de metade das crianças com menos de 6 meses de idade a nível mundial são amamentadas exclusivamente. “Em comparação, as vendas comerciais de fórmulas lácteas aumentaram para cerca de US$ 55 milhões anualmente, com mais crianças a receberem fórmulas do que jamais visto”, pontuou a secretária brasileira.  “A análise dos dados nacionais de 126 países revelou que as vendas estão inversamente associadas à amamentação no primeiro ano de idade”, detalhou, complementando que os ambientes digitais estão se tornando a fonte predominante de exposição à promoção de substitutivos do leite materno a nível mundial e o marketing digital amplifica o alcance e o poder da publicidade, influenciando pais a utilizarem seus produtos.  Até 2030, o objetivo do Brasil, estabelecido de acordo com a OMS, éatingir 70% das crianças menores de 6 meses em aleitamento materno exclusivo e 60% em aleitamento materno continuado até os 2 anos de idade. Hoje, apenas 45,8% das crianças brasileiras menores de 6 meses são amamentadas exclusivamente e 35,5% são amamentadas continuamente no segundo ano de vida.  A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da morbimortalidade infantil, com grande impacto na saúde da criança, diminuindo a ocorrência de diarreias, afecções perinatais e infecções, principais causas de morte de recém-nascidos. Ao mesmo tempo, traz inúmeros benefícios para a saúde da mulher, como a redução das chances de desenvolver câncer de mama e de ovário.  Em 1981, a Assembleia Mundial da Saúde adotou o Código de Comercialização de Substitutos do Leite Materno para proibir todas as formas de promoção de substitutivos, reconhecendo os riscos para a saúde do bebê introduzidos pelo uso desnecessário e impróprio desse tipo de produto.  Segundo pesquisas, nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária. “Tal como tem sido o desafio de regulamentar a comercialização de substitutivos do leite materno há mais de 40 anos, a regulamentação do marketing digital exige que a saúde e os direitos humanos das crianças e dos pais sejam colocados à frente dos interesses da indústria”, concluiu Ana Estela.  A declaração conjunta feita pelo Brasil representa os seguintes países: Armênia, Bangladesh, Bélgica, Bolívia, Botsuana, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Hungria, Indonésia, Jamaica, Quênia, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Eslováquia, Eslovênia, África do Sul, Sri Lanka, Síria, Tailândia e Uruguai, além do Brasil.  Fonte: Ministério da Saúde

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7 de junho. Dia Mundial da Segurança dos Alimentos.

O Dia Mundial da Segurança Alimentar (World Food Safety Day) é celebrado sempre no dia 7 de junho e tem como propósito inspirar ações que permitam prevenir, detectar e gerir riscos de origem alimentar, contribuindo para a saúde das populações, para o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.  O tema de 2024 sublinha a importância da preparação para enfrentamento de problemas em torno dos alimentos, independentemente do seu grau de gravidade. A campanha conjunta da FAO e da OMS definiu como tema para este ano: Segurança alimentar: prepare-se para o inesperado. A campanha visa explorar questões relacionadas a incidentes inesperados de segurança alimentar que podem ocorrer mesmo quando todos os intervenientes desempenham o seu papel para manter os alimentos seguros. A segurança alimentar salva vidas e também desempenha um papel vital na redução das doenças transmitidas pelos alimentos. Todos os anos, 600 milhões de pessoas adoecem em consequência diferentes tipos de doenças de origem alimentar, que são responsáveis ​​por 420 mil mortes evitáveis ​​todos os anos. Fontes: OPAS, FAO e OMS.  

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Chip bioeletrônico detecta vitaminas C e D na saliva em menos de 20 minutos

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um chip bioeletrônico capaz de detectar ao mesmo tempo as vitaminas C e D em fluidos corporais. Flexível e de fácil utilização, pode ser adaptado para se tornar um dispositivo vestível, contribuindo para uma nutrição personalizada, conforme detalhado em artigo publicado na revista ACS Applied Nano Materials, com destaque de capa. As vitaminas C e D são consideradas micronutrientes de suporte imunológico, pois participam de vias metabólicas envolvidas na luta contra vírus e bactérias. Monitorar seus níveis no organismo é importante porque garante que elas estejam presentes em valores considerados saudáveis – nem demais, nem de menos. No entanto, os métodos atualmente disponíveis para isso exigem equipamentos de laboratório caros, operados por profissionais especializados e demandam coleta de sangue, além de gerar resíduos que podem ser nocivos. Outra dificuldade é detectar e analisar essas duas vitaminas ao mesmo tempo, usando o mesmo volume de amostra. Para simplificar esse processo, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP apoiados pela Fapesp utilizaram recursos acessíveis, de custo relativamente baixo, como carbono, e protocolos operacionais rápidos para desenvolver um chip eletroquímico que permite o automonitoramento dos micronutrientes. Descartável, o dispositivo incorpora dois sensores distintos, que utilizam corrente elétrica para detectar cada uma das substâncias. No caso da vitamina D, o sensor é feito de nitreto de carbono grafítico e nanopartículas de ouro e contém uma camada de anticorpos anti-25(OH)D3 [25(OH)D3 é a forma mais abundante de vitamina D, devido à sua longa meia-vida]. Já o da vitamina C é feito de nanopartículas de carbono e atua como sensor eletrocatalítico. O funcionamento é simples: basta conectar o chip a um dispositivo eletrônico portátil semelhante ao medidor de glicose, inserir uma amostra de saliva ou soro sanguíneo e aguardar os sinais de corrente elétrica que indicam a presença das vitaminas e seus níveis. O resultado é obtido em menos de 20 minutos. “Ao imobilizarmos espécies eletroquimicamente ativas na superfície de um dos sensores, conseguimos eliminar a necessidade de ‘labels’ e sondas redox, simplificando o dispositivo e reduzindo a complexidade da análise”, diz Thiago Serafim Martins, atualmente pesquisador no Imperial College London (Inglaterra) e primeiro autor do estudo. “Isso torna o chip potencialmente mais prático e eficiente, o que possibilita a utilização direta no local de atendimento. Além disso, devido à sua flexibilidade, pode ser adaptado para sensores vestíveis, integrados em um mordedor bucal ou até mesmo aplicados diretamente sobre a pele.” A seletividade e especificidade do dispositivo foram confirmadas com experimentos de controle, destinados a avaliar potenciais interferências de substâncias normalmente encontradas em amostras de soro e saliva humana, tais como vitamina B12, vitamina B6, vitamina B1, vitamina B3, glicose, lactato, cloreto de sódio e cloreto de potássio. DESAFIOS Para que o chip bioeletrônico detector de vitaminas C e D fosse desenvolvido, os pesquisadores tiveram que superar uma dificuldade: garantir que não houvesse interferência entre as vitaminas. Isso significa que a presença de uma vitamina não deveria afetar a detecção da outra no mesmo volume de amostra. “Para alcançar esse objetivo, desenvolvemos as duas áreas de trabalho, ou seja, os dois sensores do chip, com químicas de superfície distintas e os configuramos para operarem em diferentes potenciais elétricos”, conta Martins. Os cientistas veem potencial para expandir o dispositivo a fim de detectar outros biomarcadores, incluindo aqueles relacionados a diversos tipos de câncer. Apesar desse avanço, reconhecem a necessidade de conduzir estudos adicionais para validar o sensor. A intenção é que, com isso, possam iniciar o processo de solicitação de patente e, posteriormente, transferir a tecnologia para o mercado. O estudo também recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fonte: Asbran

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