Publicações APN

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Microbiota intestinal e relação mãe-filho.

Acreditava-se que o ambiente intrauterino era estéril e que o contato do feto com bactérias ou fragmentos microbianos se daria durante o parto. No entanto, atualmente, já é sabido que o período fetal é caracterizado pelo início da colonização de microrganismos, especialmente bactérias, no intestino do feto. Durante a gestação, a conexão entre o útero e a placenta possibilita a translocação de metabólitos e fragmentos microbianos benéficos da mãe para o cordão umbilical, líquido amniótico e mecônio, o que prepara a formação da microbiota intestinal de seu filho. A microbiota intestinal compreende o conjunto de microrganismos, a exemplo de bactérias e fungos, que habitam o intestino humano desempenhando importante influência entre o estado de saúde e doença, graças ao seu importante papel sobre o preparo do sistema imunológico inato, entre algumas outras funções que impactam na saúde metabólica do indivíduo. Muito ainda está para ser descoberto sobre a microbiota intestinal, mas o papel da dieta e estilo de vida materno já é consolidado como importante via moduladora da microbiota intestinal fetal, reverberando na sua saúde ao longo da vida. Então, mamães, que tal manter uma dieta saudável, baseada em alimentos naturais, durante a gestação para favorecer a colonização de microrganismos benéficos no intestino de seus filhos? Fonte: MIKO, E. et al. The maternal–fetal gut microbiota axis: physiological changes, dietary influence, and modulation possibilities. Life, [S. l.], v. 12, n. 3, p. 1-20, 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/life12030424. Nathalia Melo (@nathimelonutri), Nutricionista (CRN6 9689), Doutora em Nutrição e Docente do DN/UFPE.

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Jejum Intermitente, funciona ou é moda?  

É consenso que o balanço calórico negativo é uma estratégia adequada para promover a perda de peso. Dentre essas estratégias, o jejum intermitente vem ganhando força científica e popular nos últimos anos, pode ter vários formatos, dentre os quais, destaca-se a Restrição Temporal do Alimento, que promove períodos de jejum a partir de 12 horas diárias. Restringir o período de alimentação a menos horas/dia ativa o jejum fisiológico, um mecanismo adaptativo do corpo humano desenvolvido em face de períodos de escassez alimentar e jejum prolongado. Desta forma, ocorre que o corpo queima a gordura estocada para produzir energia. Por isso, se o indivíduo está neste contexto há o emagrecimento. Há também uma diminuição natural da quantidade de alimentos ingeridos ao longo do dia, visto que o indivíduo tem menos tempo para realizar suas refeições, o que também acaba induzindo a restrição de consumo calórico diário. No geral, o jejum fisiológico, que respeita o relógio biológico do corpo humano, ou seja, o jejum noturno de 12 horas, como os nossos avós faziam (Ex:tomar café da manhã às 7 da manhã, almoçar e jantar às 19h) traz benefícios tanto do ponto de vista de emagrecimento quanto para a melhora de fatores metabólicos (glicemia, colesterol, dentre outros). E apesar de toda a ciência que eu evidenciei aqui, não podemos esquecer que cada ser humano é único e não existe estratégia nutricional ideal para todos. Cada indivíduo tem suas particularidades, contraindicações, rotina, patologias, uso de medicamentos e necessidades específicas. Então, o nutricionista deve sempre levar em consideração todo esse contexto para, enfim, respeitando a ciência e as diretrizes nutricionais vigentes, realizar a prescrição nutricional individualizada. Referências: DOI: 10.1056/NEJMra1905136; DOI: 10.3390/nu11040719; DOI: 10.1210/endrev/bnab027. Nathalia Cavalcanti (@dranathalianutricionista), Nutricionista Clinica Esportiva (CRN 12703) e Doutora em Nutrição.

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